Trump sugere juntar chavismo e oposição para transição democrática
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu no sábado juntar chavismo e oposição para aproximar posições para uma transição democrática na Venezuela.
"Temos que fazer algo a este respeito. Talvez juntar as partes e fazer algo", respondeu Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One, quando questionado se a líder da oposição María Corina Machado deveria poder regressar à Venezuela.
Trump acrescentou que Machado "é uma pessoa muito boa e, ao mesmo tempo, a liderança atual está a fazer um ótimo trabalho", referindo-se à presidente interina, a chavista Delcy Rodríguez.
Quanto ao setor petrolífero, o dirigente norte-americano garantiu que fechou um acordo com a Índia, para que Nove Deli adquira petróleo da Venezuela em vez do petróleo iraniano, e garantiu que a China "será bem-vinda" se quiser fazer negócio.
O Governo Trump não detalhou publicamente os prazos para a transição democrática na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores, no dia 3 de janeiro, durante um ataque dos Estados Unidos ao país sul-americano.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira no Senado que o objetivo da Administração Trump é alcançar uma "Venezuela democrática" através de eleições "livres e justas", mas alertou que a transição não é uma questão de semanas e que levará algum tempo.
A embaixadora norte-americana Laura Dogu chegou este sábado a Caracas para reabrir a missão diplomática dos Estados Unidos na Venezuela, encerrada há sete anos, após a rutura das relações diplomáticas entre os dois países.
A chegada de Dogu ocorre um dia depois de Delcy Rodríguez ter anunciado uma amnistia geral para todos os presos políticos e o encerramento do Helicoide, um centro de detenção temido pelas torturas e violações dos direitos humanos.